Por que a mudança era necessária
Picapes costumam ter ciclo de vida mais longo que carros e SUVs, mas, mesmo para os padrões do segmento, a Hilux já havia passado do tempo. Apesar de reestilizações, a base vinha da geração lançada há cerca de uma década. Agora, a Toyota prepara uma renovação completa para 2026, inaugurando a nona geração com mudanças profundas — e, pela primeira vez, com uma Hilux totalmente elétrica (BEV) liderando a estreia da linha.

Lançamento: BEV na frente
A estratégia explica por que as imagens oficiais divulgadas até aqui destacam a versão sem motor a combustão. A Hilux BEV é a protagonista do lançamento, com chegada ao mercado já no próximo mês em determinados países.

Carroceria: só cabine dupla
Todas as fotos de imprensa mostram cabine dupla, e isso não é por acaso. A Toyota eliminou os demais estilos de carroceria da gama, decisão tomada com base na demanda: os clientes têm preferido essa configuração.
Design externo: linguagem mais angular e identidade “TOYOTA”
Substituindo a geração de 2015, a nova Hilux apresenta visual substancialmente diferente, alinhado à Tacoma:
- Frente mais angular e moderna, com nome “TOYOTA” estampado no lugar do logotipo oval.
- Faróis finos reforçam o conjunto.
- Na versão elétrica, a parte superior da dianteira é fechada, evidenciando menor necessidade de arrefecimento; já as versões a combustão adotam grade tradicional.
- Porta de recarga no para-lama dianteiro (EV); as variantes a combustão mantêm a tampa de combustível traseira.
- Rodas exclusivas na elétrica.
- Novo degrau na caçamba facilita o acesso à área de carga, e os estribos laterais redesenhados melhoram a entrada/saída.
- Na traseira, tampa com “TOYOTA” em baixo-relevo e maçaneta integrada, posicionada logo abaixo da terceira luz de freio.

Interior: ergonomia prática e comandos físicos
A cabine foi totalmente reformulada, abandonando o desenho datado. O console central se inspira no Land Cruiser, e todo o interior segue um layout vertical e angular, com formas geométricas:
- Duas telas de 12,3”.
- Controles físicos dedicados para climatização e hardware 4×4.
- Funções mais usadas ficam a um toque de distância, reduzindo a dependência de submenus na tela.
- Resultado: operabilidade direta e funcional, condizente com o uso de uma picape.

Conjunto elétrico (BEV): dupla de motores e autonomia WLTP
A Toyota revelou primeiro os dados da Hilux elétrica:
- Dois motores (eixo dianteiro e traseiro).
- Bateria de íons de lítio de 59,2 kWh.
- Autonomia estimada em ~240 km (WLTP).
- Torque: 21 kgfm (motor dianteiro) + 27,4 kgfm (motor traseiro).
- Capacidade de carga útil: 715 kg.
- Capacidade de reboque: 1.600 kg.
Motores a combustão: diesel 2.8 com sistema híbrido-leve
Para atender diferentes perfis de uso, a Toyota mantém o turbodiesel 2,8 L com sistema híbrido leve de 48V:
- Carga útil de 1.000 kg.
- Reboque de 3.500 kg — dados que a tornam mais adequada a trabalhos pesados que a BEV.
- No Leste Europeu, a linha também incluirá opções não eletrificadas: diesel 2,8 L e gasolina 2,7 L.

Próximos passos: célula de combustível a partir de 2028
A diversificação não para nas baterias. A partir de 2028, a Hilux ganhará uma versão a célula de combustível (hidrogênio). A Toyota, que segue apostando nessa tecnologia, colabora com a BMW para a chegada do iX5 Hydrogen de produção no mesmo ano.
Direção, assistências e atualizações remotas
A modernização também alcança chassi e eletrônica:
- Primeira Hilux com direção elétrica (EPS) — limitação aos mercados da Europa Ocidental; a Europa Oriental segue com sistema hidráulico.
- Novos recursos: monitoramento de ponto cego, câmera de monitoramento do motorista e Safe Exit Assist.
- Atualizações remotas (OTA) e pacote ampliado Toyota Safety Sense, incluindo Sistema de Parada de Emergência, Supressão de Aceleração em Baixa Velocidade e Assistência Proativa ao Condutor.
- A BEV adiciona seletor shift-by-wire.
- Carregador sem fio e novas portas USB traseiras agora estão em todas as versões.

Comercialização na Europa
A nova Hilux começa a ser vendida na Europa em dezembro deste ano. A produção da variante a diesel com híbrido-leve vem na sequência, e a Toyota projeta que ela seja a mais vendida no continente. A versão a diesel permanece a mais versátil e deve ter preço significativamente inferior ao da elétrica.
Alcance global e produção
A nona geração sustenta a fórmula que consagrou o modelo: mais de 21 milhões de unidades acumuladas desde 1968, montagem em seis países e presença em mais de 180 mercados.

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